‘Não conquistei nem metade ainda do que temos pela frente’, diz Léo Santana; leia entrevista

Léo Santana se prepara para um Carnaval em que tem tudo para ser um dos destaques. O CORREIO conversou com o “Gigante”, que antecipou suas expectativas para a folia, avaliou seu momento na carreira e garantiu: “Não conquistei nem metade ainda do que temos pela frente”.

Leia a entrevista completa:

Com 12 anos de carreira, 3 em carreira solo, você acredita estar vivendo um momento de maturidade profissional?
Sim, com certeza!!! Venho amadurecendo a cada ano principalmente musicalmente, tenho estudado e pesquisado muito, me sinto mais seguro, mais preparado, mas ainda preciso melhorar muito, busco e e cobro muito isso a cada dia, quero oferecer ao meu público o melhor sempre.

Você estourou mundialmente com ‘Rebolation’ e está hoje com um repertório mais sólido, quase um disco inteiro aprovado pelo público, e um show com muita personalidade. Como você percebe esses dois momentos? O fato de já está na estrada há tanto tempo ajudou nessa maturidade?
Quando o ‘Rebolation’ aconteceu eu era um garoto, mas que já sabia o queria, o ‘Rebolation’ me deu “régua e compasso”, foi graças a ele que tenho hoje tudo que tenho, maturidade, pois tive que “crescer” um maior engajamento musical, pois a estrada me deu isso com o volume de shows que passamos a fazer e principalmente a responsabilidade de fazer dali em diante cada vez melhor. Quando você atinge musicalmente falando o ápice que foi o ‘Rebolation’, a responsabilidade de fazer músicas iguais ou melhor aumenta, pois não da para não fazer melhor. O ‘Rebolation’ foi sem dúvida um divisor de águas na vida e na carreira de Léo Santana, a partir dele fizemos um DVD maravilhoso que rodou anos, fizemos alguns clipes, fizemos carreira internacional, e isso tudo continua refletindo e acontecendo nos dias de hoje. Estar na estrada fazendo muitos shows ajuda muito a banda a ficar mais afinada, mais gravada, como a gente chama.

Foi seu primeiro ano de ensaios de verão e o público atendeu tão prontamente, que você precisou migrar para um espaço maior. Fale sobre isso.
Na verdade não foi o primeiro, não, tenho ensaio todo verão, ano passado era na Padoock em Piatã era para 2 mil pessoas, e era dia de quarta. Esse ano resolvemos abrir mão de vender os shows na sexta para fora e fazer o baile da Santinha edição de verão no Wet. O Baile da Santinha é um projeto itinerante que já está rodando o Brasil, com decoração especial, tem uma temática diferenciada, tequileiras, santinhas, diabinho, cuspidores de fogo, anões, artistas circenses, é um baile mesmo, já estamos rodando o Brasil e lotando por onde a gente passa. Mas voltando à edição de verão do Baile da Santinha, foi uma surpresa, o primeiro fizemos na área verde e lotou, esgotou os ingressos, depois o segundo de novo, esgotou, ai veio o terceiro e os ingressos esgotaram na quarta-feira, aí tivemos que descer para a área maior do Wet e deu mais de 20 mil pessoas… Eu não tenho palavras para descrever a emoção que isso causa em mim, chorei em todas as edições, na primeira não aguentei, solucei e não conseguia cantar, tive que dar uma pausa, nas outras já foi mais escondidinho no camarim (risos). Deus sabe de todas as coisas, acredito muito em deus e a minha vida entrego a ele. Nosso repertório foi especial e mexemos nele em cada edição, levam convidados especiais, shows de abertura e o melhor que ficou marcado, Léo Santana até o amanhecer e se preparem, hein, que atendendo a pedidos, vamos fazer a ressaca do baile da Santinha, dia 3 de março no Wet com shows completos de Léo Santana, Harmonia e Timbalada.

Você hoje é um cantor com repertório próprio ao ponto de conseguir levar um show inteiro só com suas músicas, se quiser. O que você fez para conquistar isso em tão pouco tempo de carreira solo?

Não conquistei nem metade ainda do que temos pela frente. É como falei, tenho amor pelo que faço, faço porque gosto, amo cantar e levar alegria para o povo, eu procuro fazer bem feito aquilo que me proponho a fazer, busco músicas dançantes, com letras que possam ser ouvidas por criaças, adultos, idosos, por toda a família, e principalmente com um suingue gostoso, uma batida massa, a galera gosta do pagodão, ai a “Santinha” não aguenta e vai até o chão (risos). Falando de Santinha, soube que estamos concorrendo a música do Carnaval e isso é muito gratificante, pois Santinha, que é uma composição minha e de Rafinha RSQ, surgiu muito do nada, foi muito engraçado, ele mandou a música pra mim a princípio era como novinha, aí eu falei por que não “Santinha”?? Aí a gente pelo WhatsApp foi trocando ideia, fazendo a musica, e na mesma semana a gente ia gravar um CD no Armazém em Villas, ai no meu do show do nada eu falei, Rafinha vamos de “Santinha”. Eu errei a letra, pedia a ele para me ajudar, ele também não lembrava da letra e fui cantando ela como me lembrava, toda errada, e essa música saiu no CD que caiu na internet, foi para as academias, a Fit Dance gravou a coreografia com o áudio errado (risos) e aí foi embora!! Quando vimos que a galera estava curtindo gravamos ela em estúdio e colocamos em todos os shows, ai em abril colocamos ela nas rádios e estamos trabalhando ela e concorrendo a música do Carnaval.

Hoje, pelo menos seis músicas do Baile da Santinha estão estouradas perto do Carnaval. Como você avalia isso?

Uma glória, uma benção, escolhemos as musicas do DVD com muito carinho, muito cuidado, pensando em um verão dançante, com energia boa e leve, o DVD Baile da Santinha foi feito pensando em o que realmente as pessoas veem quando vão no show de Léo Santana, com palco baixo, para que as pessoas possam ficar mais próximas de mim, e o principal que enquanto tiver curtindo fique alegre, feliz, e tenha vontade de dançar, afinal, dançar faz bem para a cabeça e para o corpo e consequentemente para a alma. Feliz que o povo abraçou e curte o meu som!!

De forma geral, o pagode sempre foi polêmico em relação às letras. O que é o pagode baiano pra você hoje e como você se encaixa no pagode baiano? Existe um estilo Leo Santana de ser?

Pagode pra mim é o suingue gostoso que faz você ter vontade de mexer o corpo, respeito o trabalho de todos, mas desde a época do Parangolé que a minha musica não tem letras ofensivas, e nem degradativas, isso é uma coisa de que não abro mão. Ao contrário, procuro valorizar a mulher como aconteceu na musica “Maravilhosa é ela”. Como falei antes, Léo Santana faz música para as pessoas se sentirem bem, felizes, para dançar e curtir com a galera e com a família, em casa, na praia, na academia, nos paredões. A minha musicalidade é leve e gostosa de ouvir e dançar, me encaixo onde cada um quiser e no momento que quiser. Pois tem o Léo Santana romântico também (risos).

Você abre o carnaval com um show na Barra para a população. Qual sua expectativa e o que você está preparando para esse momento?
A Pipoca do Gigante vai ser massa, viu! Não deixem de ir, quinta-feira na avenida, e tem também show dia 21 na Barra no palco lá para o povo também. Carnaval é sempre um frio na barriga, uma ansiedade grande e um nervosismo que por mais que a gente faça mil carnavais, nunca vai ser diferente!! Tocar para o povo na maior festa de rua do planeta é incrível, é inenarrável, a energia da massa cantando e dançando acompanhando o trio até o fim é de arrepiar, eu amo!!!

(Foto: Divulgação)

Qual a diferença de tocar para o povo em geral e para os associados de um bloco como As Muquiranas, onde você vai encerrar sua programação na folia?
Rapaz! São experiências maravilhosas e muito parecidas, porém o folião Muquiranas é inexplicável, eles são os melhores (risos). Me divirto com eles, entro no clima deles, me fantasio, desço com eles no bloco, acho muito bacana o jeito que eles se divertem só homens, os amigos, a galera é muito massa, energia ímpar. Tenho um repertório especial para o Bloco As Muquiranas, lá toco muito samba de roda, pagodão, é diferente, mas é muito gostoso, assim como é cantar para a pipoca.

O que mudou na sua relação com os fãs depois das redes sociais, como Instagram e Snapchat?
Ficamos mais próximos, né. Procuro através das minhas redes sociais mostrar um pouco do meu dia a dia, mostrar a eles um pouco do Léo Santana fora do palco, mostro um pouco dos meus shows também que eles adoram, é uma maneira que tenho de estar mais perto deles, interajo, respondo, brinco com eles, faço live as vezes, sou muito atuante nas redes sociais.

Você assumiu o namoro com Lorena Improta, que também é superquerida pelos fãs. Como você está lindando com o assédio do 2L?
Eu e Lore estamos nos damos muito bem, já éramos amigos há algum tempo, ela participou do meu clipe de Abana, do A Culpa é Sua, e estamos muito bem, vivendo o momento, curtindo e aproveitando cada momento juntos, afinal cada um tem uma agenda de compromissos. Essa coisa dos 2 L é engraçada e veio dos fãs, eles estão curtindo o nosso namoro também, está bem bacana estou muito feliz com todo momento que estou vivendo e ela veio para somar essa alegria.

A história do Gigante surgiu de um apelido que os meus amigos colocaram em mim, sempre chamavam Gigante, Gigante, vem cá, leva pro Gigante, aí pegou e eu resolvi encorpar esse apelido e dai fui inserindo em algumas coisas do meu trabalho e criei o slogam #Vemcomogigante, assim como criei faz o L, o estilo LS, coisas de Léo Santana.

Santinha sem dúvida é a grande promessa a música do Carnaval, ouço isso nas ruas, na imprensa, nas enquetes dos princiapis veiculos de comunicação do país, ouço dos fãs, nas redes sociais, os artistas amigos como salão, aviões, Henrique e Juliano, Ivete, todos me mandam mensagem dizendo que já colocaram no repertório, que a musica é massa, enfim!! Deixa Deus conduzir!!

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