CPI quer que governo cobre dívida da JBS com a Previdência

Integrantes da CPI da Previdência querem que o governo cobre as dívidas da empresa JBS com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e dizem que as investigações não ficarão prejudicadas com a crise do governo Michel Temer. O presidente da comissão, senador Paulo Paim (PT-RS), reafirmou que não há necessidade de mudança na forma de aposentaria da população brasileira e informou que a empresa de Joesley e Wesley Batista deve R$ 2 bilhões ao INSS. “É o segundo maior devedor. Como é que faz? Vamos tirar de novo do trabalhador e deixar que a JBS e tantas outras empresas continue sonegando e roubando o dinheiro da população?”, critocou o senador.

Já o senador do PT do Ceará José Pimentel também criticou o governo por “comprar” o apoio dos prefeitos à reforma da Previdência e citou a medida provisória que reduz multas e juros e ainda amplia para 16 anos e meio o prazo para que os municípios quitem seus débitos com o INSS, um perdão de R$ 30 bilhões.

“Uma série de prefeitos se apropriou inclusive do dinheiro dos trabalhadores, ou seja, desconta do salário dos trabalhadores, mas não repassa para a Previdência, isso já havia sido negociado e agora foi renegociado de novo. A contrapartida era uma nota de apoio às reformas trabalhista e da Previdência”, esclareceu.

O relator da CPI da Previdência, senador Hélio José (PMDB–DF), por sua vez, elogiou a decisão do relator da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados de suspender a votação da proposta (PEC 287/2016) que aumenta a idade mínima e o tempo de contribuição.

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