Novo teste de Bolsonaro volta a apresentar resultado positivo para covid-19

O presidente Jair Bolsonaro voltou a testar positivo para o novo coronavírus de acordo com um segundo exame para covid-19 feito nesta semana. A informação foi confirmada pelo mandatário à CNN Brasil nesta quarta-feira (15/7).

Segundo a emissora de televisão, o exame foi realizado na noite de terça-feira (14/7). Apesar de ainda estar doente, Bolsonaro garantiu que está bem e que não tem apresentado sintomas típicos da enfermidade, como febre e dores musculares.

Por conta do diagnóstico, Bolsonaro está em isolamento no Palácio da Alvorada. Ele testou positivo pela primeira vez na semana passada. Mesmo impedido de ir ao Palácio do Planalto ou fazer viagens, ele segue despachando da residência oficial por videoconferências.

Teste positivo

O presidente Jair Bolsonaro anunciou ter sido infectado pela covid-19 em 7 de julho. No fim da coletiva de imprensa em que anunciou estar doente, Bolsonaro pediu para que os jornalistas se afastassem dele porque ele iria tirar a máscara. “Vou mostrar minha cara”, explicou, dando alguns passos para trás e removendo a proteção do rosto. A ação gerou repercussão negativa nas redes sociais e levou o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) a acionar o ministério Público Federal (MPF) para que o presidente responda por crime contra a saúde pública ao ter colocado os profissionais em risco.

Na ocasião, o presidente disse ter recebido o resultado positivo com naturalidade. “Não tem que ter pavor, é a vida, a realidade”, afirmou.

O presidente disse que os sintomas começaram no domingo (5/7), com febre de 38ºC, tosse e mal estar. Na segunda-feira (6/7), segundo Bolsonaro, os sintomas se acentuaram, o que levou o presidente a fazer o exame de covid-19 no Hospital das Forças Armadas (HFA). Ele também disse que fez uma radiografia e que o pulmão “estava limpo”.

Cloroquina

O presidente enfatizou que estava tomando hidroxicloroquina como parte do tratamento contra a covid-19 e disse que se sentiu melhor após usar o medicamento, voltando a defender seu uso contra o novo coronavírus, mesmo em casos leves. Segundo ele, a sensação de melhora foi “quase imediata”.

Bolsonaro é defensor do uso da hidroxicloroquina, apesar de não haver estudos conclusivos sobre a eficácia do medicamento contra o novo coronavírus. O debate sobre o protocolo de uso do remédio em hospitais da rede pública, inclusive, culminou na saída do médico Nelson Teich do Ministério da Saúde, em 15 de maio. Desde então, a pasta está sem um titular, sob o comando interino do general Eduardo Pazuello. Parte da comunidade médica, também, se mostra contrária ao uso da medicação para o tratamento contra o vírus.

Outros testes

Desde março, pouco depois do início da pandemia no país, Bolsonaro fez outros três testes para detecção do covid-19. O primeiro deles foi realizado após retornar de viagem aos Estados Unidos, na qual mais de 20 pessoas que tiveram contato com a comitiva manifestaram a doença.

Só em maio, após o jornal “O Estado de São Paulo” mover uma ação judicial contra o governo federal, foram entregues ao Supremo Tribunal Federal (STF) os laudos dos três exames feitos pelo presidente em março. Todos deram resultado negativo, mas o presidente se recusava a divulgá-los.

Confinamento

Desde que Bolsonaro confirmou ter sido infectado com a covid-19, ele esteve isolado no Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência.

Na semana passada, por meio de comunicado, ele disse que não repousaria por ‘não saber ficar parado’. Para evitar o contato com outras pessoas, o presidente, então, despachou do Palácio da Alvorada por videoconferência.

“Isso é particular meu. Não sei ficar parado. Vou ficar despachando por videoconferência e alguns papéis vou assinar aqui, não vou poder fugir a essa rotina”, afirmou à época.

Apesar de ter mantido parte da agenda, o presidente precisou cancelar algumas viagens agendadas para a Bahia e Paracatu (MG).

Descumprimentos de medidas de prevenção

O presidente vem descumprindo orientações de autoridades de saúde sobre medidas de prevenção do contágio desde o fim de fevereiro.

Bolsonaro, por exemplo, foi contrário ao fechamento do comércio e ao isolamento social, ações tomadas pelos governos estaduais para diminuir o ritmo dos contágios.

Nos últimos quatro meses, o presidente provocou aglomerações ao visitar o comércio de rua em Brasília, em regiões como Ceilândia e Taguatinga, e em visitas a cidades do entorno do Distrito Federal. Ele também participou de manifestações a favor do governo. Em diversas dessas ocasiões ele não usou máscara, posou para fotos e tocou nas pessoas.

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