Megaoperação policial cumpre 212 mandados judiciais em 11 Estados

Alagoas concentra 98 determinações da Justiça para averiguar endereços ou deter suspeitos. Ao todo, mais de mil agentes de segurança estão nas ruas.

Uma megaoperação das polícias de 11 Estados cumpre, nesta terça-feira (28), 212 mandados judiciais de busca e apreensão e de prisão contra integrantes de uma facção criminosa. Ao todo, mais de mil policiais estão nas ruas para cumprir as ordens da Justiça em um desdobramento da operação Flashback. Dos 212 mandados judiciais expedidos, 98 são cumpridos em Alagoas – destes,  73 estão concentrados na capital Maceió. O restante dos mandados foi expedido e está sendo cumprido em cidades de Pernambuco, Ceará, Bahia, Paraíba, Sergipe, Piauí, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

A primeira fase da Operação Flashback ocorreu em novembro de 2019, quando foram cumpridos 110 mandados e 81 pessoas foram presas. Naquela ocasião, as detenções ocorreram em sete Estados: Alagoas, Tocantins, Pernambuco, Sergipe, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) participa da segunda fase da Operação Flashback, deflagrada para combater o principal núcleo da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Operação mira o PCC

A operação tem como objetivo o isolamento de líderes da nova estrutura do PCC, que tem como caraterística a truculência no ‘tribunal do crime’, com mortes bárbaras pelo Brasil, inclusive em Alagoas, com registros em Maceió e região metropolitana. De acordo com as investigações, o ‘tribunal do crime’ é formado pelos que detêm maior poder ou funções privativas dentro da facção.

Segundo o Ministério da Justiça, pelas investigações da Operação Flashback II, foi possível perceber protagonismo das mulheres ligadas ao PCC, com avanço na ocupação de cargos de chefia no organograma da organização criminosa.

Ficou constatado pela unidade especializada  que o núcleo Damas do Crime de Alagoas é composto por 18 mulheres e apenas um homem que, somados aos demais núcleos da operação, totalizam 40 mulheres alvos de mandados de prisão e busca e apreensão, que correspondem a 18% do total de alvos da operação.

Na fase I da Operação Flashback, apenas sete mulheres foram alvo de mandado judicial, o que agora corresponde a um aumento de 557% nesta segunda etapa.

Operações simultâneas

Durante a operação Flashback II, a região Nordeste concentrou o maior número de ações da operação, contabilizando oito estados e 179 mandados judiciais expedidos. Os estados de Alagoas e Ceará ficaram em evidência.

Assim, a Polícia Federal em Alagoas sincronizou as investigações com outros órgãos envolvidos, já que alguns dos alvos eram investigados paralelamente. Desta forma, os policiais federais deflagraram a operação NJORD.

Nesta operação, o objetivo era dar cumprimento a 39 mandados de prisão e 25 mandados de busca e apreensão em Maceió, São Paulo e em cidades dos Estados do Paraná e Mato Grosso do Sul para desarticular a facção criminosa de âmbito nacional que enviava drogas para Alagoas.

A operação Njord faz parte de um esforço coordenado entre a Polícia Federal, a Secretaria de Segurança Pública, o Ministério Público, a Polícia Civil e a Polícia Militar do Estado de Alagoas, juntamente com o Batalhão de Operações Policiais Especiais – BOPE e a Inteligência da PMAL, para desmantelar braço da organização criminosa de âmbito nacional.

A operação foi deflagrada com a operação FLASHBLACK II, conduzida pelas Forças de Segurança do Estado e Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado – GAECO do Ministério Público de Alagoas, com a participação do Ministério da Justiça e Segurança Pública e de Ministérios Públicos de vários Estados.

A Polícia Federal de Alagoas deflagrou na manhã desta terça-feira (28) a operação NJORD com o objetivo de desarticular uma facção criminosa que agia em todo o país e enviava drogas para Alagoas. Ao mesmo tempo, acontece a operação Flashback II em 71 cidades de 11 estados diferentes, com a mesma intenção. O esquema foi investigado por três meses

Investigações

Durante os três meses de investigação, foram produzidas provas que, segundo a polícia, materializam os crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas cometidos pelos investigados.

Nesse período, os policiais federais realizaram quatro prisões em flagrante de cinco investigados por tráfico de drogas, sendo duas delas em Alagoas e duas no Mato Grosso do Sul, onde foram apreendidas quase meia tonelada de droga.

A polícia afirmou ainda que foram identificados os integrantes da organização criminosa responsáveis pela aquisição e transporte da droga para Alagoas, bem como os responsáveis pelo recebimento e distribuição da droga nas “lojas”, o termo utilizado para denominar locais conhecidos como “bocas de fumo”.

Assim, estão sendo cumpridos mandados de prisão de tais integrantes em São Paulo, Minas Gerais e no Mato Grosso do Sul.

A Polícia Federal constatou que parte do pagamento da droga se dava por contas bancárias abertas em nomes de pessoas residentes em São Paulo e no Paraná. As contas foram bloqueadas por decisão da 17ª Vara Criminal da Capital, e os titulares das contas levados a prestar esclarecimentos na Polícia Federal.

Com base na investigação, a polícia afirmou que foram geradas informações compartilhadas entre as áreas de inteligência que impediram um grande assalto em Sergipe e prendeu, em Alagoas, um investigado com uma submetralhadora.

Somente em Alagoas estão sendo cumpridos pela PF e pelo BOPE 28 mandados de prisão de traficantes de drogas em Maceió, principalmente no bairro da “Pescaria”.

Os presos serão interrogados na sede da Polícia Federal em Maceió e levados ao presídio, onde aguardarão decisão da Justiça. As penas podem ser superiores a 20 anos de reclusão.

A Polícia Federal de Alagoas deflagrou na manhã desta terça-feira (28) a operação NJORD com o objetivo de desarticular uma facção criminosa que agia em todo o país e enviava drogas para Alagoas. Ao mesmo tempo, acontece a operação Flashback II em 71 cidades de 11 estados diferentes, com a mesma intenção. O esquema foi investigado por três meses

Foto: Divulgação Polícia Federal

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