O que explica lockdown e comércio fechado não frearem caos da covid no AM.

As transferências de pacientes para outros estados, a aberturas de novos leitos em hospitais e decretos rígidos de isolamento social não foram capazes de reduzir o colapso na saúde no Amazonas, que vê demandas crescentes de espera por uma vaga para tratamento. O que chama a atenção é que decretos com fechamentos de serviços não essenciais ocorreram há 25 dias, sempre aumentando o endurecimento nas medidas. O primeiro decreto mais rígido ocorreu no dia 4 de janeiro, quando o governo cumpriu, na verdade, uma decisão do TJ-AM (Tribunal de Justiça do Amazonas), suspendendo as atividades econômicas não essenciais pelo prazo de 15 dias. Naquela data, não havia ainda fila de espera. Sem sucesso na contenção do vírus, o estado adotou um ato além: um toque de recolher no dia 14 de janeiro, proibindo a circulação de pessoas em todos os municípios das 19h às 6h. Àquela altura, a fila era de 427 pacientes. Naquele mesmo dia, o estado viveu seu pior dia em termos de mortes por conta da falta de oxigênio em hospitais em Manaus e cidades do interior. No último dia 24, diante de uma longa fila de espera que já alcançava 534 pessoas, o toque de recolher foi estendido para as 24 horas do dia. Ontem (29), quando a fila chegou a 612 pessoas à espera, o governo decidiu manter o toque de recolher por mais oito dias.

FONTE: UOL

Deixe seu Comentários aqui na nossa Fan Page Facebook